Wednesday, May 21, 2008

Medo e excitação

Uma das perguntas mais constantes nas minhas palestras, seminários, workshops ou atendimentos individuais, é: como dominar ou me livrar do medo? Resposta: impossível. Porquê: porque o medo é natural. É uma resposta química espontânea do organismo corpo/mente a uma situação desconhecida. A pergunta correta é: como transformar essa energia? Resposta: encarando o medo, aceitando o risco do novo, sabendo que medo e excitação, ou fascinação pela adrenalina, são uma mesma energia, duas faces da mesma moeda.
Se você se deixa dominar pelo medo, a tendência é congelar numa atitude de auto-proteção, evitando o risco e tendo uma vida previsível e tediosa. Isso se torna uma mensagem clara para a mente inconsciente de que você é incapaz de criar sua vida como quer. A consequência é um baixo nível de auto-estima. Essa criação implica um arriscado mergulho no desconhecido - se você quer é porque ainda não tem e se não tem é porque não se aventurou pra conseguir o que quer, não fez por onde, não se permitiu sair de sua zona de conforto, onde fazendo o que sempre fez vai ter sempre os mesmos resultados.
Resumindo: a vida é uma questão de risco e aventura. Só assim você pode se sentir VIVO, excitado e estimulado. Na medida em que experimenta a sensação do risco, vai perceber que está sempre protegido e a salvo.
A continuidade das experiências vai lhe dar auto-confiança suficiente para arriscar cada vez mais, com a segurança interior de que atingir seus objetivos é uma consequência direta da sua decisão, persistência e foco.
A segurança interior só é encontrada através de sucessivas novas experiências quando abandonamos a zona confortável dos resultados previsíveis em busca de uma nova realidade onde desconhecemos os como? onde? e porquê?.
Nesse caminho descobrimos que não temos que ter respostas para essas perguntas porque a nossa própria sabedoria interior, muito além e acima do ego, se encarrega das soluções necessárias. E elas são sempre muito melhores, mais elaboradas e surpreendentes do que a nossa limitada mente racional pode imaginar. Isso cria um círculo virtuoso de experiências e resultados positivos que se auto alimentam, em contraste com o círculo vicioso dos que se apóiam na segurança externa, seja do trabalho, dos relacionamentos, do dinheiro e dos conceitos e condicionamentos culturais ultrapassados que sempre só serviram aos que têm poder político, religioso e social manipulador.
Se você faz parte desse grupo é, sem meias palavras, um robot escravizado.
Para ser livre - e liberdade é o mais importante valor de qualquer pessoa, tenha ela consciência disso ou não - você tem que arriscar para fazer valer sua realidade interna. Nesse processo, sua força e poder pessoal se revelam.

1 comment:

Anonymous said...

renato, preciso fazer contato com vc. tenho comigo 4 cases de discos seus. depois te explico como chegaram às minhas maos anos atras. moro na frança e preciso do seu endereço pra te enviar tudo isso. meu email eh monicasanthyanna@gmail.com
te aguardo

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